Pelo segundo ano consecutivo, a revista Medicina S/A examina o ecossistema digital da saúde e apresenta as healthtechs e startups com alto potencial de inovação, que estão impulsionando a transformação digital no setor da Saúde Suplementar. E, mais uma vez, a Mobile Saúde fez uma importante contribuição avaliando as mudanças no mercado que ocorreram em 2020 e projetando as tendências para 2021.

Confira a matéria na íntegra a seguir:

Pioneira no segmento da Saúde Suplementar, a Mobile Saúde tem apoiado operações de saúde com soluções inovadoras para telemedicina e autoatendimento.

Adaptação e flexibilidade têm caminhado juntas nos últimos meses. Ainda com os reflexos da pandemia no cenário econômico, diversos mercados tiveram transformações profundas nesse período. No segmento de saúde, startups de tecnologia que oferecem soluções digitais têm se tornado aliadas de grandes empresas nessa nova realidade e apoiado a automação de processos.

Há oito anos no mercado da Saúde Suplementar, a Mobile Saúde, que desenvolve tecnologias inovadoras para telemedicina e autoatendimento por meio de aplicativos e soluções em nuvem, tem percebido aumento na procura pelos serviços e uma mudança no comportamento do consumidor da saúde privada.

Na palma da mão, as ferramentas desenvolvidas pela empresa ganham força entre os usuários, que perceberam no autoatendimento uma saída para resolver demandas com praticidade.

Jean Schulz, Chief Process Officer (CPO) e sócio-fundador da Mobile Saúde, conta que a proposta é fornecer sistemas inteligentes que reduzam custos operacionais, promovam a transformação digital das empresas do setor e propiciem mais autonomia, satisfação e excelência no atendimento. 

“As empresas de saúde suplementar perceberam, em sua maioria, que teríamos uma nova realidade, muito mais digital. E que, naturalmente, quem não estivesse preparado, perderia o mercado. Nesse momento, percebemos o aumento do número de empresas buscando novas soluções, gradualmente, trimestre após trimestre”, conta.

A mudança de comportamento é refletida em números: as tecnologias da empresa já alcançam mais de 7 milhões de vidas, distribuídas em mais de 100 empresas de saúde em toda a América Latina. Em média, são realizados por mês quase 40 mil pedidos de reembolso de despesas médicas e 30 mil autorizações para marcação de consultas. O faturamento da empresa também cresceu cerca de 30% nos últimos meses.

Jean Schulz explica que, ao utilizar a ciência de dados, integrando sistemas de business intelligence e inteligência artificial, as operadoras podem, por exemplo, cruzar informações sobre o paciente para fornecer a ele o melhor cuidado à saúde primária. Além disso, para se manterem competitivas no mercado, as empresas podem usar a tecnologia para fornecer dados necessários e orientar decisões estratégicas ao negócio.

“Observando esse movimentos, nós intensificamos o investimento em novas tecnologias, oferecendo soluções de ponte para demandas crescentes, como telemedicina, além de fortalecer ainda mais setores em que já estávamos bem posicionados, como nas soluções de autoatendimento, de comunicação entre beneficiário e operadoras”, explica.

 

“Monitoramento a distância e telecuidado devem crescer em 2021”

Em 2021, com a urgência da digitalização já contornada, Schulz chama a atenção para a necessidade de se traçar um plano para que as inovações tecnológicas alcancem o resultado desejado. Ele lembra que as soluções demandam análise das características das ferramentas que serão usadas, o conhecimento do fornecedor sobre o setor e o planejamento estratégico para a implantação.

“O mercado está aquecido, a tendência é que em 2021 aconteça uma expansão. Áreas como cuidado preventivo, atendimento domiciliar, monitoramento a distância e telecuidado tendem a crescer nesse período em que ainda existem restrições de mobilidade e insegurança sanitária. É nesse ambiente que soluções virtuais inovadoras, algumas com conceito pay per use, podem despontar”.

 

Telemedicina na saúde suplementar

Já nos primeiros meses da pandemia, a Mobile lançou uma plataforma robusta, white-label e pronta para atender à crescente demanda por essa nova forma de atendimento em saúde. “Além da telemedicina, é possível identificar o autoatendimento como peça fundamental em 2020. Milhares de pessoas realizaram tarefas importantes, como agendamento de consultas, exames e solicitação de reembolso, sem auxílio, usando nossas soluções”, ressalta.

Segundo o executivo, isso significou menos pessoas circulando e um segmento de digitalização para a área da saúde suplementar, que historicamente não acompanhou a evolução tecnológica de outros setores, como varejo e mobilidade, entre outros. “Nossos serviços de autoatendimento foram expandidos para mais empresas, e mesmo as empresas que já eram nossos clientes aumentaram a oferta de soluções digitais”.

Entre os planos para 2021, a Mobile pretende expandir serviços, aumentar parcerias estratégicas e criar ainda mais conexões com o mercado. “Nossa previsão é aumentar substancialmente o número de clientes, reduzindo barreiras de entrada, como as questões técnicas, simplificando integrações e facilitando o processo de personalização de software. Com essas ações, mais clientes devem aderir ao nosso ecossistema. Além disso, lançaremos uma nova plataforma, mais simples e personalizável, fazendo  com que nossos clientes aproveitem ainda mais os nossos produtos e serviços”, revela.

O executivo lembra que a transformação digital envolve pessoas, processos e sistemas digitais. O foco deve estar principalmente no bem-estar do utilizador dos serviços oferecidos. 

“São as pessoas a razão de existir de todos os estabelecimentos de saúde. É nelas que os gestores precisam pensar quando iniciarem um processo de transformação. Fazer apenas mudanças superficiais, dar ‘uma nova roupagem’ ou utilizar soluções pouco inovadoras ou ultrapassadas podem causar uma frustração em toda a cadeia de saúde. A digitalização já aconteceu, é uma realidade. Como as empresas de saúde suplementar vão lidar com essa nova abordagem, é uma decisão. Mas engana-se quem acha que processos digitais precisam ser processos engessados ou padronizados. Existe espaço para a personalização, formas de atendimento digital personalizado e humanizado. É aí que a mudança e o foco devem ser encontrados”, conclui.

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