Com o aumento do uso da tecnologia móvel, o mundo viveu uma verdadeira transformação digital. Aplicativos com diferentes usos estão cada dia mais presentes, apoiando seus usuários ao pedir uma pizza, se hospedar, fazer transações bancárias e cuidar da saúde.

Mas, você já parou para pensar como eles são construídos e quais tecnologias usam? Caso você desejasse construir o seu próprio aplicativo ou escolher um fornecedor, o que seria essencial levar em consideração?

Antes de escolher o modelo de programação e distribuição, é importante entender o que um aplicativo de sucesso precisa ter. São características que, se não estiverem presentes, terão grande impacto negativo.

O primeiro ponto a se checar é entender a necessidade do seu cliente. Por que ele deveria usar o seu aplicativo? E usá-lo vai solucionar o problema dele de forma rápida, com alto desempenho e nenhum tipo de treinamento prévio? A experiência do usuário também é muito importante. Imagine-se utilizando um aplicativo onde os botões não sejam acessíveis ou entendíveis, ou que a tela, totalmente branca enquanto é carregada, parecendo travada? Todos esses pequenos empecilhos geram considerações negativas nas lojas, e isso trará uma consequência inevitável: seu app não será baixado, por ter reviews negativos ou experiência ruim.

Por outro lado, se o seu app tiver uma experiência de uso agradável, botões sempre visíveis – mesmo em telefones pequenos, carregamento rápido e facilidade de uso (funcionamento parecido com outros apps), tudo ficará mais fácil. O uso certamente será estimulado e as revisões positivas acontecerão naturalmente nas lojas.
Uma vez vencida a etapa de requisitos funcionais e de design, é necessário pensar no melhor formato de programação para seu app.

Abaixo, enumeramos as tecnologias de programação atuais para programação de apps (soluções nativas, híbridas, webapps e web), e elencamos os principais pontos positivos e negativos de cada uma delas.

Web Apps:

São sites “responsivos”, que se adaptam a diferentes tipos de telas (tanto de computadores, quanto tablets e smartphones). São executados em navegadores de internet (Internet Explorer, Safari, Google Chrome, entre outros), não sendo distribuídos nas lojas oficiais de aplicativos.

Os pontos positivos são:
Desenvolvimento de páginas web é mais barato que apps, por exemplo.
Linguagens de programação mais antigas e conhecidas de programadores.
Atualização simplificada (distribuição fora de lojas oficiais)

Os pontos negativos são:
Menor segurança que outras abordagens (apps nativos, por exemplo).
Acessos limitados a recursos disponíveis em smartphones (GPS – localização, notificações).
São lentos e dependem de internet constante para funcionarem.

Soluções Híbridas:

São apps construídos com base nas linguagens diferentes das linguagens nativas, em grande parte, reutilizando código fonte para iOS e Android. Podem ser distribuídos em lojas, porém utilizam-se de interfaces web (semelhante a webapps) para serem executados.

Os pontos positivos são:
Reutilização parcial de código entre diferentes plataformas (iOS e Android).
Reaproveitamento de conhecimentos em linguagens de programação (ex: Javascript)
Podem ser distribuído nas lojas oficiais de aplicativos.

Os pontos negativos são:
São lentos, pois utilizam de renderização para funcionar.
Menos seguros, exigem grande conhecimento dos programadores para ter níveis de segurança.
A experiência de usuário não é boa, e depende de conexão constante da internet para funcionar.

PWA – Progressive Web Apps:

São “webapps” desenvolvidos com linguagens web-tradicionais, mas que utilizam de conceitos e recursos adaptados e otimizados para smartphones. Fornecem uma interação superior aos webapps, sendo portanto melhores na experiência de uso.

Os pontos positivos são:
Utilizam linguagens mais conhecidas e os apps funcionam em ambas plataformas (iOS e Android).
Mais rápidos que webapps tradicionais. Tentam simular comportamentos de apps nativos.
Armazenam informações localmente (cache), reduzindo em partes a necessidade de conexão constante com internet.

Os pontos negativos são:
Ainda são novos, estão em evolução. Ainda está sendo construída uma estrutura estável.
Não estão nas lojas oficiais (a Apple possui muita resistência em adotá-los).
Limitado quanto a tecnologias e experiência de uso (uso de NFC, atualização / renderização ainda é limitada e a performance é pior que os apps nativos).

Soluções Nativas:

Desenvolvidos em linguagens criadas pelos fabricantes (Apple e Google), permitem que o desenvolvedor faça uso de todas as funções e recursos disponíveis nos smartphones. Quando uma empresa cria soluções nativas, os desenvolvedores, designers e clientes precisam unir forças para construir produtos que obedeçam as normas dos fabricantes. Em linhas gerais, seu app precisa ser bem desenhado, funcione livre de erros básicos, e esteja em conformidade com o manual de design do fabricante. Por tudo isso, geram mais fidelidade dos usuários, pois aliam desempenho, facilidade de uso, muitas vezes sem recursos de internet.

Os pontos positivos são:
Integração forte com os smartphones. Todas as funções estão à disposição (GPS, notificações, acelerômetro, NFC).
Alta velocidade máxima: um bom código gera uma performance muito superior a qualquer outro modelo de desenvolvimento.
Segurança máxima: apps nativos fornecem segurança, pois são codificados e “certificados” em conformidade com o fabricante.

Os pontos negativos são:
Mais complexos de programar.
Adequação às normas de fabricantes (Apple e Google).
Publicação mais demorada: por seguirem padrões rigorosos de design e segurança, são submetidos a testes e validações de dados da Apple e Google.

E a Mobile Saúde? Como nossos aplicativos são desenvolvidos?

A Mobile Saúde é pioneira e está na vanguarda no desenvolvimento de apps para iOS e Android voltados a operadoras de planos de saúde no Brasil. Ao longo de quase 10 anos, criamos mais de 120 aplicativos de saúde, que estão hoje disponíveis para 7 milhões de pessoas. E para que isso tudo funcione, optamos pelas soluções nativas. São elas que oferecem performance superior, sentimento agradável ao utilizá-los, e acima de tudo, a satisfação dos clientes quando os contratam.

Mesmo sendo a opção mais complexa, ela nos fez obter os melhores resultados, pois nos permitiu criar soluções inovadoras, como envio de mensagens em massa para notificar os beneficiários sobre atrasos em boleto, por exemplo. O cartão virtual, um dos carros chefe da aplicação, funciona offline desde sua primeira versão, possibilitando que seus usuários deixem o velho cartão PVC em casa ou optem por nem mesmo recebê-los mais. Tudo isso faz com que nossa solução seja a mais robusta e escalável do segmento, proporcionando que operadoras pequenas (de 2 mil vidas) ou as maiores do país (com mais de 700.000 vidas) utilizem exatamente o mesmo produto, sem alterações ou módulos adicionais, a preços muito competitivos.

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